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Bussola

Na semana, o índice acumulou alta de 1,53% é a terceira semana consecutiva de valorização.

Na quarta-feira, a notícia que a cobrança do IOF de 1,5% ocorrerá quando o emissor dos DRs fizer o depósito da ação equivalente no agente custodiante, surpreendeu o mercado. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que a taxação de 1,5% de IOF sobre os Depositary Receipts (DRs, recibos de ações) ocorrerá apenas sobre novas emissões desses instrumentos.

Na quinta-feira, a OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, aumentou a projeção para o crescimento global em 2010, e agora espera que a economia combinada dos 30 países-membros cresça 1,9% em 2010, acima da previsão feita em junho de expansão de 0,7%. Para 2011, a projeção é de crescimento de 2,5%.

Continuando a divulgação de resultados corporativos: a Cemig registrou lucro líquido de R$ 567 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 9,8% ante os R$ 516 milhões contabilizados no mesmo período de 2008, a Eletrobrás constatou uma queda de 78,4% no seu lucro do terceiro trimestre. A Fibria, empresa resultante da união entre Aracruz e VCP, verificou um lucro de R$ 181 milhões no terceiro trimestre. No mesmo período de 2008, a empresa havia registrado prejuízo pró-forma de R$ 586 milhões.

A Embraer e a companhia aérea Azul informaram que selaram uma parceria em um projeto que certificará um tipo de querosene, feito a partir da cana-de-açúcar, que será utilizado na aviação renovável.

Destaque para os ativos da Gol, que terminaram o pregão desta quinta-feira (19) com uma alta semanal acumulada de 8,87%, cotadas a R$ 22,59, sendo este o melhor desempenho dentre os papéis que compõem o Ibovespa.

O hedge fund do bilionário George Soros, o Soros Fund Management, informou para a Securities and Exchange Commission (SEC) que diminuiu sua exposição em ações da Petrobras, pelo segundo trimestre seguido.

Nesta quarta-feira, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou em sessão o Projeto de Lei que prevê a criação da estatal Petro-Sal. A votação teve 250 votos a favor e 67 contra. O projeto faz parte do novo marco regulatório para a região do pré-sal. A intenção é que a Petro-Sal gerencie os contratos de exploração e produção de petróleo e gás na área, sob o novo modelo de partilha.

Na quinta-feira, a agência internacional de avaliação de riscos Moody’s informou que prevê um “avanço” da economia brasileira em 2010, além de uma expansão de aproximadamente 4,5%.

Para a próxima semana, os investidores estarão atentos, sobretudo, à segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao terceiro trimestre.

No Brasil, a atenção do mercado fica para as notas do setor externo e de política fiscal reveladas pelo Banco Central.

Fonte: Bussola do Investidor

Subprime_chargeSÃO PAULO - Uma sequência de bolhas, causadas pelo excesso de liquidez: assim Patrick Artus, analista do banco francês Natixis, vê os fluxos de capital no mercado internacional nos últimos seis anos.

Liquidez não é negativa, mas seu excesso sim. Combinada a um cenário macroeconômico internacional de subutilização de capacidade, definido por altos níveis de investimento e baixas taxas de ocupação, o resultado é a formação de bolhas nos preços de ativos.

A primeira foi a do mercado imobiliário norte-americano, que ocasionou - e ainda ocasiona - uma crise de proporções históricas tanto nas praças financeiras quanto nas principais economias do mundo. Se a liquidez segue excessiva - tal é a tese de Artus -, é apenas questão de tempo para que uma nova bolha surja. Mas aonde?

Dos EUA aos emergentes
Entre 2003 e 2007, o excesso de liquidez no mundo foi absorvido pelo mercado imobiliário dos EUA. Bancos expandiram a concessão de empréstimos no setor, resultando em uma disparada nos preços dos imóveis. A bolha estourou em 2007 e levou consigo instituições de peso e economias, emergentes e desenvolvidas.

Frente às turbulências, os bancos centrais das economias desenvolvidas reduziram suas taxas básicas de juros a mínimas históricas, ocasionando um forte redirecionamento dos fluxos de capital aos países emergentes. O resultado foi uma expressiva alta nos preços dos ativos em tais mercados.

Os números do Ibovespa confirmam a tese de Artus. O principal índice da bolsa brasileira vem subindo mais de 76% neste ano de 2009, desempenho em muito superior ao registrado nas praças de Wall Street e da Europa.

Soma-se a esta fórmula mais um componente: a atuação dos bancos centrais de países emergentes, que para impedir uma maior depreciação do dólar frente às suas moedas, vem bancando uma acumulação maciça de reservas nacionais. “Tal circulação de capital posiciona a bolha em tais mercados”, afirma Artus.

Dos emergentes para aonde?
Desta forma, Artus acredita que, atualmente, a bolha esteja localizada em commodities, ativos e títulos governamentais de países emergentes. Entretanto, o analista prevê um novo reposicionamento, dado “uma constatação de que os valuations em tais mercados estão muito altos”.

Outro fator citado por Artus é a de que medidas sejam adotadas por países emergentes para que o ingresso de capitais seja controlado. O Brasil foi o primeiro a tomar tal decisão: em outubro deste ano, o capital estrangeiro aplicado em renda fixa e ações passou a ser taxado em 2% com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Assim, Artus traça dois possíveis cenários de redirecionamento dos fluxos de capital no mundo. O primeiro prevê uma bolha nos preços de commodities, uma vez que os investidores podem enxergar tal mercado como uma boa forma de se manterem atrelados às economias emergentes.

“Mas se, por sua vez, os preços de commodities também se mostrarem excessivamente altos, os investidores poderão realocar suas posições em direção a títulos mais baratos nos EUA e na Europa, onde uma nova bolha poderia, então, surgir”, prevê o analista do banco Natixis.

Fonte: Infomoney

ObamaBarack Obama disse nesta segunda-feira, no início de uma reunião com o Painel de Conselheiros da Presidência para a Recuperação Econômica, que a economia do país ainda precisa superar alguns obstáculos e mostrou preocupação com o desemprego norte-americano.

O PIB norte-americano cresceu a uma taxa anualizada de 3,5% no terceiro trimestre, após mostrar contração por quatro trimestres seguidos. Apesar disso, a taxa de desemprego do país está em 9,8% - o maior nível em aproximadamente 25 anos -, alimentando dúvidas sobre as condições da recuperação econômica.

O presidente dos EUA disse durante a reunião que há idéias muito boas para ajudar a recuperação da economia, mas não citou propostas específicas e afirmou que isso pode levar algum tempo.

Recentemente, alguns democratas do Congresso dos EUA sugeriram a criação de um novo pacote de estímulo econômico. A oposição, no entanto, afirma que o primeiro pacote, de US$ 787 bilhões, aprovado no início deste ano, não surtiu o efeito desejado. O governo norte-americano divulgou na semana passada que o primeiro pacote criou diretamente ou salvou quase 650 mil empregos. Incluindo o impacto indireto dos cortes de impostos, o número salta para pelo menos 1 milhão, segundo os cálculos da Casa Branca.

Fonte: Bussola do Investidor

CITNa última sexta-feira (30), a Corporação Federal de Seguros de Depósito (FDIC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos fechou mais nove bancos do país, devido à crise econômica.
Os nove bancos que encerraram suas atividades estavam localizados nos estados da Califórnia (no caso, o Banco Nacional da Califórnia, em Los Angeles), Illinois, Texas e Arizona. Todos eles eram divisões do FBOP, uma holding privada de Oar Park, Illinois.

O FDIC também informou que o U.S. Bank, de Minneapolis, assumirá os depósitos dos bancos falidos, que tem um valor aproximado a US$ 15,4 bilhões, e os ativos, estimados em US$ 19,4 bilhões. As 153 unidades que pertenciam aos nove bancos serão reabertas, como filiais do U.S. Bank.

Esse foi o maior número de bancos fechados em apenas um dia, desde o início da crise financeira, informou o FDIC. Com mais essa quantidade, o total de bancos que encerraram suas atividades, nos Estados Unidos, sobe para 115.

Ainda segundo o FDIC, o encerramento desses bancos custará ao fundo US$ 2,5 bilhões, aproximadamente. O U.S. Bank e a corporação federal dividirão o prejuízo, de US$ 14,4 bilhões.

Fonte: Bussola do Investidor

BOV SÃO PAULO - Os analistas do Santander recomendam prudência, já que “tanto em termos fundamentais, quanto técnicos, o Ibovespa está ligeiramente sobrecomprado”. Para eles, o principal fator de risco é a decepção com relação à retomada da economia global.

As perspectivas para os lucros de Petrobras (PETR3, PETR4) e Vale (VALE5, VALE3), além da economia de 2010, devem ser revisadas.

Por ora, a carteira do Santander lista os ativos de Itaú Unibanco (ITUB4), Lojas Americanas (LAME4), Dufry ( DUFB11), Iochpe-Maxion (MYPK3), MRV (MRVE3), Randon (RAPT4), Petrobras, Vale, JBS Friboi (JBSS3), Cesp (CESP6), CPFL Energia (CPFE3) e CSN (CSNA3).

Fonte: Infomoney